terça-feira, 29 de janeiro de 2008

The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford (2008)

Outro filme de 2007 mas que não estreou por aqui ainda.

E por mim nem estrearia. Puta que o pariu. A primeira decepção do ano. Mais uma vez, a maldita expectativa. Embora acho que mesmo sem expectativa eu não gostaria do filme. Um faroeste poético, com 3 tiros. Nada mais que isso. Tudo bem, já imaginava que o filme não tivesse ação, mas o filme tem quase 3 horas de duração e é extremamente arrastado.

O filme, como o próprio título deixa claro, conta a história do assassinato de Jesse James pelas mãos do Covarde Robert Ford. Jesse James era um fora da lei que virou um ícone norte-americano. Famoso tanto pelos seus roubos quanto pelo seu carisma. Muitos historiadores consideravam o homem um dos melhores cowboys a utilizar uma arma. E essa era a idéia que eu particularmente tinha de Jesse James, até assistir esse filme. A película mostra um homem carismático, muito temido e respeitado tanto pela população quanto por seus companheiros, que possui uma arma, mas que atira pelas costas exatamente como o seu próprio algoz. O Covarde Robert Ford era um rapaz de 19 anos de idade que tinha Jesse James como ídolo. Colecionava tudo sobre a lenda, e sabia todos os aspectos físicos do mesmo, tal como sua altura e número do seu sapato. No decorrer do filme o rapaz demonstra ser mais que um fã de Jesse James. Ele queria, de certa forma, ser o próprio. Ser reconhecido por seus atos e suas bravuras. E o nome Robert Ford realmente consegue o seu lugar na história, mas não exatamente como o próprio pensava.

Apesar de contar com atuações realmente muito boas, como a de Casey Affleck, que "rouba" o filme (sacaram? Rá!) e até do próprio Brad Pitt e do sempre competente Sam Rockwell, o filme peca por se extender muito. A sensação que eu tive é que eu passei 3 horas do filme na expectativa de como Robert Ford conseguiria matar a lenda. Perdendo todo o desenvolvimento da história. Além do que... o que aconteceu com os tão respeitados e corajosos cowboys? Todos os 3 tiros disparados durante o filme foram pelas costas. O.O" Como assim??? Enfim... a boa atuação de Pitt só conseguiu me mostrar um Jesse James que era temido não por sua maldade e sim por ser extremamente imprevisível. Não dá pra saber quando é que Jesse James vai dar um tiro ou vai te dar um aperto de mão. E isso realmente me deixava agoniado. Ponto para o Sr. Pitt. Fora isso o Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford é extenso como o próprio título e poderia ser muito melhor.


E ai... valeu ou não: Não vai fazer falta nenhuma. Acredite.


Cotação:


Quotes:
"
Jesse James: Do you want to be like me? Or do you want to BE me?"

"
Jesse James: Go back to bed.
Robert Ford: I got to use the privy.
Jesse James: You think you do, but you don't.
"

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Juno (2008)

Uma adolescente de 16 anos resolve dar umazinha com o melhor amigo e acaba engravidando. Ok... acontece nas melhores famílias. Já sabemos que todas as campanhas sobre sexo seguro não funcionam e que adolescentes hoje em dia "crescem" muito cedo. Uma história bem ordinária, se não tivesse acontecido com Juno. Uma garota de Minnesota, tipicamente revoltada com a vida, grunge style, inteligente, espertinha, curte punk 77 e é uma gracinha. Ok... me apaixonei mesmo, e daí? Tsc... então... Ai tem o momento do arrependimento, da tentativa de aborto, a hora de contar para os pais (que por sinal foram extremamente coerentes com a menina... eu diria até coerentes demais ¬¬), da decisão por uma barriga de aluguel, da paixão e admiração pelo futuro novo pai da criança, e da descoberta do amor.

Acho que não tem nem muito o que falar sobre o filme. Ellen Page dá um show. Teve uma passagem que eu não entendi se foi um erro do roteiro ou se foi proposital mesmo. Juno brinca com a sua amiga dizendo que no telefone ela seria Morgan Freeman e perguntando se ela teria algum osso para ela coletar. Sendo que Morgan Freeman não atuou em "O Colecionador de Ossos" e sim Denzel Washington. Weird >:/ !Enfim. Michael Cera continua o mesmo imbecil de "Superbad". E eu continuo não achando Jennifer Gardner essas coca-cola toda.

A trilha sonora tbm é muito boa. Com canções de Belle & Sebastian, The Kinks, Velvet Underground, The Drop, Buddy Holly, Sonic Youth, Cat Power, e principalmente de uma criatura chamada Kimya Dawson, que forma o "The Moldy Peaches" com Adam Green, e que grava suas canções em fitas cassetes, sem nenhuma produção e que ditam a estética de todo o filme. Ouçam "Anyone Else But You", uma das musicas mais legais que ouvi nos últimos anos.

Aposto que nenhum indie vai falar mal desse filme. ¬¬


E ai... valeu ou não: Com certeza. Recomendo de com força. Tá entre os melhores do ano.


Cotação:


Quotes:
"Juno Macguff
: You should've gone to China, you know, 'cause I hear they give away babies like free iPods. You know, they pretty much just put them in those t-shirt guns and shoot them out at sporting events."

"Mac Macguff: And this, of course, is Juno.
Mark Loring: Like the city in Alaska?
Juno Macguff
: No.
Mark Loring: Oh, okay."

"
Juno Macguff: I need to know that it's possible that two people can stay happy together forever."

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Across The Universe (2008)

Sempre fui contra criar qualquer expectativa sobre qualquer coisa. Apesar de as vezes ser algo tão automático que não se consegue escapar. Bem, essa não foi uma dessas situações, graças a Deus. Ano passado ouvi falar desse filme que era totalmente roteirizado com canções dos Beatles. Vi algumas imagens e achei bem legal. E praticamente morreu ali. Esperaria então até a sua estréia no 3º mundo.

Ok... não esperei. Vi o DVDScreener e fui ver qual era desse filme.

O resultado é impecável. Julie Taymor (diretora) realmente fez seu trabalho de casa. Está tudo ali. Jude, Lucy, Prudence, faça amor não faça guerra, psicodelia, vietnã, liverpool... tudo. O encaixe das músicas no roteiro acontecem de maneira bastante natural, assim como a condução do próprio, que não se prende em contar uma simples história de amor em forma de musical. Me arrisco a dizer que este não é um musical, e que se supera justamente por não exagerar na sua própria estética padrão de musicais. A execução das canções, juntamente com os seus "takes", são de encher os olhos. Destaque aqui para as execuções de "I Want You", "I Wanna Hold Your Hand" (que é cantada de uma garota para outra), "I'm The Walrus" (cantada por Bono Vox num clipe deveras psicodélico), "Strawberry Fields Forever" (numa cena bem intensa), e é claro, "All You Need Is Love" (que eu pensei que ninguém conseguiria superar depois de uma certa cena de um certo casamento de um certo filme que eu me amarro). Porra... o filme todo merece destaque. É até complicado de descrever. É alegre, é triste... é chato, é interessante... é muito foda. Com certeza terá seu lugar no Top 10 Melhores de 2008 lá pra dezembro.


E ai... valeu ou não: Sem comentários. Assistam quantas vezes vocês quiserem.


Cotação:


Quotes:
"Sadie: You got a good memory for faces?
Max: Yeah, I think so. Why?
Sadie: There's no mirror in your bathroom."
----
"Jude: Where'd you come from?
Prudence: Nowhere.
Jude: And before nowhere?
Prucende: Ohio."
----
"Jude: What is this place?
Sadie: Headquarters of The League of Spiritual Deliverance.
Dr. Robert(aka Bono Vox): The home of Dr. Geary, another outlaw, like myself. We're navigators, we're aviators, we're eating taters, masturbating alligators. Bombadiers, we got no fears, won't shed no tears. We're pushing the frontiers of transcendental perception. What's weird is we haven't met yet, on this or any other plane."

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

The Kite Runner (2008)

Então... cabei de voltar do Multiplex Iguatemi e vou escrever logo aqui a resenha. Aproveitar que a memória ainda está recente.

Ganhei um par de convites para ver "O Caçador de Pipas". Não li o livro. Nem sequer sabia da sua existência. Mas aparentemente eu sou o único. Deve ser porque estou sem TV. E porque revista hoje em dia está absurdamente caro. Alias... porque diabos as revistas aumentaram tanto de preço e ninguém faz nenhuma reclamação? Não é possível que todo mundo que comprava a VEJA por 4,90 compra agora por 10 conto e acho que tá tudo uma beleza. Enfim... voltando. Não poderei comparar o filme com o livro, mas bem provável que o livro seja melhor. Sempre é.

O filme é bem legal. Conta a história de Amir, um menino que por infortúnio (ou graça) de ter um pai muçulmano com ideais anti-comunistas, teve que fugir da sua terra natal, Kabul, província do Afeganistão, devido à invasão russa em 1979 (ano em que esse que vos fala nasceu). Ambos foram para a California e lá viveram por 20 anos. Amir agora é um recém formado e o orgulho do papai. Um belo dia ele recebe o telefonema de um amigo do seu pai pedindo para o mesmo retornar à Kabul e resgatar o filho do seu melhor amigo de infância, Hassan. Hassan era o fiel escudeiro de Amir (tipo Frodo e Sam Gangi, só que sem a parte da viadagem), era o tal caçador de pipas, e fazia tudo pelo seu amigo. Só que a recíproca não era verdadeira. Amir em um ato de covardia deixa o seu amigo na mão. E sem conseguir viver com a culpa dos seus atos ele faz com que o seu amigo saia da sua casa. E esse é um dos motivos que fazem o mesmo voltar para o Afeganistão e resgatar o menino. Pura culpa.

Passeando pela parte técnica, o filme é realmente excelente. Sempre curti a fotografia dessa região do oriente. O clima árido do deserto contrastando com o frio no alto das montanhas. Bem legal. E os takes das pipas são um show à parte. Belo trabalho mesmo.


E ai... valeu ou não: Valeu! Tem umas partes bem tristes e tal... mas é um bom filme. Bem na linha de filmes estrangeiros mesmo.

Cotação:


Quotes: "Older Hassan (voice): I dream that my son will grow up to be a good person, a free person. I dream that someday you will return to revisit the land of our childhood. I dream that flowers will bloom in the streets again... and kites will fly in the skies!"

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

I Am Legend (2008)

Outro filme também de 2007, mas whatever... baixei em DVDScreener mesmo, mas a qualidade tava excelente.

NO
Screener
YES
DVDScreener

Will Smith é o cientista Robert Neville, que se encontra numa Nova York devastada por um vírus geneticamente modificado para salvar vidas... Nooooot! O vírus que parecia ser a cura efetiva para o câncer criou uma epidemia que fez com que o governo evacuasse a cidade, deixando para trás os humanos infectados e o Dr. Neville. Olhe a idéia do doutor: "Não... a culpa é minha. Vou ficar aqui na cidade, eu e minha cadelinha Sam, com os infectados pra ver se consigo descobrir uma cura realmente efetiva para essa doença". Comovente. Aparentemente o Dr. Neville e a sua cadelinha são os únicos seres no mundo que não foram contaminados pelo vírus. O restante, ou morreram, ou viraram uma espécie de "vampiros on drugs", que atacavam somente à noite e eram rápidos, fortes e famintos.

As cenas de uma Nova York completamente deserta, com grama crescendo do asfalto, prédios cobertos com plásticos com o logo "biohazard", não me impressionaram tanto, visto que esse tipo de filmagem já havia sido utilizado em "28 Days Later"(No caso em Londres). O mais legal é que você consegue ter uma idéia de como seria se isso acontecesse com você. Afinal de contas, viver 3 anos completamente só numa cidade como Nova York, o cara tem que se virar. O carro que a gente quer, a casa que a gente quer, passar o dia caçando mantimentos e suprimentos e procurando por pessoas que, da mesma maneira que ele, não foram infectadas. A solidão é um lance delicado. Mas o Dr. realmente não está sozinho. Do nada aparece Alice Braga salvando-o de um ataque que até hoje eu não entendi se foram os vampiros que armaram ou ele mesmo caindo em sua própria armadilha. Anna é uma sobrevivente que está atrás de um campo de refugiados e que aparentemente o Dr. desconhecia. Ai tem o ataque final dos vampiros e resto do filme que nem é tão legal.

E ai... valeu ou não: É... dá pra dar uma conferida... tem um Mustang GT lindão.

Cotação:


Quotes: "Neville: My name is Robert Neville. I am a survivor living in New York City. I am broadcasting on all AM frequencies. I will be at the South Street Seaport everyday at mid-day, when the sun is highest in the sky. If you are out there... if anyone is out there... I can provide food, I can provide shelter, I can provide security. If there's anybody out there... anybody... please. You are not alone."

"Neville: [talking to Anna about Bob Marley] He had this idea. It was kind of a virologist idea. He believed that you could cure racism and hate... literally cure it, by injecting music and love into people's lives. When he was scheduled to perform at a peace rally, a gunman came to his house and shot him down. Two days later he walked out on that stage and sang. When they asked him why - He said, "The people, who were trying to make this world worse... are not taking a day off. How can I? Light up the darkness."

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Meu Nome Não É Johnny (2008)

Vamos botar 2008 porque eu assisti depois da virada, ok?

Numa tarde derrota de quarta-feira, recebi um convite de uma gatinha para ir ao cinema ver "Meu Nome Não É Johnny". De graça, é claro. E fazendo jus à minha frequente falta de memória (visto que eu já tinha assistido o trailer desde filme, não me lembro onde), pensei que era um filme estrangeiro de comédia de Adam Sandler, ou coisa parecida. Fui de boa. Sou fã do cara. Mas chegando lá e perguntando para a gatinha do que se tratava a película, imediatamente me lembrei de Selton Mello em cima de um palco e gritando que o Rio de Janeiro era dele.

Então vamos ao que interessa.

Antes de mais nada quero deixar bem claro que não sou fã de "quase nada" nacional, ok? Nacionalismo é o caralho. Mas não é que o filme é legal. Selton Mello (que não é Adam Sandler, só lamento) faz o papel de João "N sei O que" Estrella, menino bem criado, gente fina, mas que não tinha limites e virou traficante de drogas internacional. Pronto, contei o filme todo. E o processo de transformação é realmente rápido e indolor. Do nada ele tá na praia com os amiguinhos surfando, ai um dos amigos consegue um beck com Rodrigo Amarante, ele dá uns pau pra ver colé a onda, quando vai ver ele tá numa das milhares de festas que ele dava na casa dele cheirando pó enquanto o vizinho de cima (o pai) tava morrendo dos pulmões. Dái pra começar a vender a parada é outro pulo bem pequeno. Só que o cara era Zé Droguinha sacou... vendia 2, cheirava 1. E a regra é clara... traficante não usa. E se usa é pouco. Não deu outra. Xilindró meu querido! Mas no final mostra que ele se recuperou e que hoje é produtor musical. Mas deve dá uns teco ainda.

No meio dessa trama ai tem os amigos dele que faziam o esquema das drogas... a irmã que no final vira crente pra fugir da cadeia, mó safada... e tem Cléo Pires que faz o papel da namorada de Johnny mas que também é uma safada, que não teve a decência de tirar a roupa no filme, e ainda larga o cara quando o cara mais precisava. Outros personagens de destaque são Taínha, que tem as melhores gírias de traficante... Dona Marly, uma velhinha sussa que fornecia a droga pra Johnny dizendo que era "ambrosia" (sensacional)... o carinha lá que é a cara de Ed Bala, muito doido de CD, maconha... e o melhor, Luís Miranda, esse merece ter o nome citado aqui... fazendo o papel de Alcides, que chega na prisão doidaço de tóxico pouco depois de Johnny e toca o terror.

E ai... valeu ou não: "Vaaaaale! É nacional mas vale a pena. Recomendo."


Cotação:



Quotes: "Eles são grande mas nós semo RÚIM!"
"Porra João que tradutor do caralho isso sim... esse cara tá me sacanenado...Fuck You?! Esse cara mandou eh eu me fuder... que porra é essa!..."

Começando pelo começo.

Opa!
Beleza?