terça-feira, 8 de abril de 2008

REC (2007)

Esse eu quase coloco como "Colateral Damage", mas apesar de ser de 2007 e de não saber se estreou nos cinemas aqui ou não, esse filme não pode passar batido. Terror espanhol de primeira que não teve muita divulgação e meio que tomou fama através do boca-a-boca. Tanto que Hollywood resolveu fazer o seu remake (acredite... o filme não fez nem 6 meses e já vai ter um remake... e pelo que eu pude ver no trailer nada mais é do que uma cópia com atores americanos... completamente desnecessária), que vai se chamar "Quarentine". É como se a Espanha fosse Chaves e os USA fosse Kiko, o amigo financeiramente melhor e mais invejoso. Lamentável. Estranho que há uma semana atrás eu recomendei "REC" para um amigo, e ele comentou comigo que o filme que mais impressionou ele foi o "Exorcismo de Emily Rose"... e tamanha não foi a coincidência que o maldito remake hollywoodano será com essa mesma atriz que fez Emily Rose (Jennifer Carpenter).
Creepy!

"REC" é o seguinte... uma reporter e seu camera man decidem fazer uma reportagem sobre o dia a dia do corpo de bombeiros local. Mostrando as instalações, o refeitório, os dormitórios, até ai nada demais. O filme começa quando soa o primeiro alarme da noite. Aparentemente nada de grande magnitude. Apenas uma chamada local de uma mulher reclamando que a sua vizinha estava aos gritos em seu apartamento e que ninguém conseguia entrar lá. A partir daí o filme começa e se eu contar uma vírgula a mais pode estragar toda a experiência.

Muita gente vai comparar, lógico e com razão, com o seu filme-irmão "A Bruxa de Blair". A premissa é a mesma. Uma fita é encontrada pelas autoridades locais e o filme em si é a própria exibição da fita. Só que para a nossa sorte a fórmula ainda funciona muito bem obrigado. Jaume Balagueró e Paco Plaza, diretores da película, abriram mão dos efeitos especiais e criaram uma atmosfera plausível, em que o espectador sabe tanto da história quanto os próprios personagens. As criaturas vistas são "reais", compostas apenas por um excelente trabalho de maquiagem. Em nenhum momento se vê cortes de outras câmeras. Os únicos cortes são os da própria câmera, seja por ordem da polícia que estava no local, ou por tombos inesperados, ou até por necessidade do próprio camera man. O resultado é um filme assustador e marcante, e que vale muito a pena uma ida ao cinema. Se bem que no cinema agora só esperando a versão hollywoodiana. Tenha medo!


Cotação:

Um comentário:

Ramon Pinillos Prates disse...

É, já ouvi falar por alto desse filme. Boa recomendação. E que eu saiba nem tem previsão de passar por aqui. Bem capaz de só passar a versão americana mesmo.
eheheheheheh